Podemos falar de segurança do paciente durante uma pandemia? Uma experiência portuguesa

Objetivo: enumerar medidas governativas e de saúde pública implementadas em Portugal decorrentes da pandemia pelo vírus SARS-CoV-2 e descrever a atuação do Gabinete de Segurança do Paciente do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC), referência nacional na resposta à situa...

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Main Authors: Catarina Isabel Gomes Mendes Ferreira (Author), Ana Cristina de Almeida Marinho Diniz (Author), Idalina Maria Santos Vieira Lisboa Bordalo (Author), Maria João Lage de Sousa Leitão (Author), Susana Maria Sardinha Vieira Ramos (Author)
Format: Book
Published: Oswaldo Cruz Foundation, Health Law Program, 2021-03-01T00:00:00Z.
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Summary:Objetivo: enumerar medidas governativas e de saúde pública implementadas em Portugal decorrentes da pandemia pelo vírus SARS-CoV-2 e descrever a atuação do Gabinete de Segurança do Paciente do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC), referência nacional na resposta à situação de emergência de saúde pública. Métodos: utilizou-se como método a análise normativa, documental, além de relato de caso por pesquisa-ação. Resultados: em Portugal, documentaram-se os primeiros casos de infeção por SARS-CoV-2 a 2 de março de 2020. Os processos assistenciais são geridos pelo Ministério da Saúde e Direção Geral da Saúde, abrangendo o Sistema Nacional de Saúde (universal) e o sector privado. O Gabinete de Segurança do Doente do CHULC, participou na redefinição dos processos, criação de vias alternativas de informação entre as várias estruturas, implementação de inovações no uso de tecnologias e vigilância clínica, gestão dos equipamentos de proteção, motivação e suporte emocional dos profissionais e na consolidação das principais metas de segurança do doente (ex. identificação do doente, medicação e cirurgia segura). A aprendizagem feita com os erros contribui para a melhoria contínua dos processos. Conclusão: em Portugal e no mundo a pandemia por COVID-19 não terminou. Compreendemos que é tempo de refletir e voltar aos princípios básicos da segurança, como a higiene das mãos, a etiqueta respiratória e o controlo ambiental. Na gestão do risco e segurança do paciente em situação de crise, é necessário, mais do que nunca, inovar e aprender com os erros.
Item Description:10.17566/ciads.v10i1.682
2317-8396
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